Andar pelas ruas do Centro do Rio de Janeiro exige uma destreza ímpar, uma qualidade nata que eu me esforço, mas me esforço mesmo, para chegar perto, só perto. Está certo, essa destreza deve ser necessária para andar pelas ruas dos centros das grandes cidades do mundo. Porém, fico aqui reduzido ao “universo ao meu redor” do Rio de Janeiro mesmo, essa tal de Cidade Maravilhosa.
Bom, a primeira destreza é saber desafiar a lei da Física que determina que dois corpos não podem ocupar o mesmo espaço ao mesmo tempo. Nas ruas do Centro essa lei cai por terra todos os dias. Não só dois corpos ocupam o mesmo espaço ao mesmo tempo como três ou até quatro corpos ocupam o mesmo espaço. É nessa hora que o camarada tem de ter a destreza ímpar de mudar o destino do passo no meio do caminho. Sabe aquela fração de segundo entre um passo e outro? Então, é aí que o cara tem de mudar o percurso que imaginou traçar.
A pessoa também tem de ter um saco de filó para desviar dos obstáculos que surgem. Um deles é o da mulher que leva uma bolsa grande num antebraço e abre em demasia o outro braço, para poder se equilibrar. Consegui explicar onde a mulher leva a bolsa? É ali naquela “dobrinha” do lado oposto ao cotovelo. Ali é um desastre. Meu amigo, vai ser difícil desviar. E se a pessoa for gordinha e estiver andando na sua frente, o jeito é esperar chegar num lugar mais amplo para poder passar.
Outro obstáculo é o cara de terno e mochila. Já viu quantos andam no Centro do Rio? Um monte. E para completar, a grande maioria parece que anda atrasada, desafiando a lei da Física de que dois corpos não podem ocupar o mesmo espaço ao mesmo tempo. Não será novidade se, de repente, você se deparar, do nada, com uma mochila, que entra de supetão na sua frente.
Ah, ainda tem aquele grupo, aí já mais coroa, de três ou quatro amigos, sócios ou empregados estáveis de alguma grande empresa. Eles andam lado a lado e, geralmente, os últimos de cada extremidade ainda carregam uma pasta ou uma agenda, dificultando a sua passagem pelo lado. Nessa categoria também estão incluídos os grupos de amigas, nem sempre bonitas, que conversam animadamente. Aí não tem jeito: ou você tromba na última pessoa de alguma extremidade ou, então, se encolhe no canto e deixa o “bonde” passar.
Claro, há os trombadinhas; os carros; as advogadas que andam com seus carrinhos de processo trombando em todo mundo; os ambulantes fugindo da apreensão da Guarda Municipal; o cara que corre para pegar o ônibus; a velhinha que anda mais devagar que todo mundo; o cara que estende o papelzinho da propaganda e coloca o braço na sua frente; a pessoa indecisa que, quando você desvia, vai para o mesmo lado e fica nessa umas três vezes. Isso só num passeio de 20 minutos para tomar um café...
Bom, a primeira destreza é saber desafiar a lei da Física que determina que dois corpos não podem ocupar o mesmo espaço ao mesmo tempo. Nas ruas do Centro essa lei cai por terra todos os dias. Não só dois corpos ocupam o mesmo espaço ao mesmo tempo como três ou até quatro corpos ocupam o mesmo espaço. É nessa hora que o camarada tem de ter a destreza ímpar de mudar o destino do passo no meio do caminho. Sabe aquela fração de segundo entre um passo e outro? Então, é aí que o cara tem de mudar o percurso que imaginou traçar.
A pessoa também tem de ter um saco de filó para desviar dos obstáculos que surgem. Um deles é o da mulher que leva uma bolsa grande num antebraço e abre em demasia o outro braço, para poder se equilibrar. Consegui explicar onde a mulher leva a bolsa? É ali naquela “dobrinha” do lado oposto ao cotovelo. Ali é um desastre. Meu amigo, vai ser difícil desviar. E se a pessoa for gordinha e estiver andando na sua frente, o jeito é esperar chegar num lugar mais amplo para poder passar.
Outro obstáculo é o cara de terno e mochila. Já viu quantos andam no Centro do Rio? Um monte. E para completar, a grande maioria parece que anda atrasada, desafiando a lei da Física de que dois corpos não podem ocupar o mesmo espaço ao mesmo tempo. Não será novidade se, de repente, você se deparar, do nada, com uma mochila, que entra de supetão na sua frente.
Ah, ainda tem aquele grupo, aí já mais coroa, de três ou quatro amigos, sócios ou empregados estáveis de alguma grande empresa. Eles andam lado a lado e, geralmente, os últimos de cada extremidade ainda carregam uma pasta ou uma agenda, dificultando a sua passagem pelo lado. Nessa categoria também estão incluídos os grupos de amigas, nem sempre bonitas, que conversam animadamente. Aí não tem jeito: ou você tromba na última pessoa de alguma extremidade ou, então, se encolhe no canto e deixa o “bonde” passar.
Claro, há os trombadinhas; os carros; as advogadas que andam com seus carrinhos de processo trombando em todo mundo; os ambulantes fugindo da apreensão da Guarda Municipal; o cara que corre para pegar o ônibus; a velhinha que anda mais devagar que todo mundo; o cara que estende o papelzinho da propaganda e coloca o braço na sua frente; a pessoa indecisa que, quando você desvia, vai para o mesmo lado e fica nessa umas três vezes. Isso só num passeio de 20 minutos para tomar um café...
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