quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Reflexões da Linha “Por que mosquito tem tanta perna se ele vôa?”

Já faz algum tempo eu me pergunto por que a gente se apaixona por pessoas que nada tem a ver com a gente ou que, tendo a ver, não correspondem à nossa paixão (ou se correspondem, não se consegue ficar junto. Porque isso acontece. O mal de crescer e se tornar adulto é perceber que apenas o amor não sustenta uma relação, mas isso seria assunto para um outro post).

Vocês não acham que é muito sentimento desperdiçado? Eu acho, sinceramente. É uma energia tremenda que se gasta quando se está apaixonado. E o que se sente é tão profundo e mágico e bom! Queremos amar, queremos abraçar, queremos beijar, queremos o bem do próximo de uma forma tão intensa e bonita que eu realmente não me conformo de ver tudo isso, toda essa energia indo pro saco.

Partindo da premissa de que somos animais e que muito do que fazemos tem um quê de instintivo, fui em busca de tentar entender 1) o que me fazia, qual substância meu corpo produzia que me fazia ficar nesse estado todo de loucura e 2) o porquê de eu me apaixonar por uma determinada pessoa e não por outra.

A primeira resposta foi fácil encontrar (ai, o que seria de nós sem o google?!). Feniletilamina. Aparentemente a culpa é toda desse neurotransmissor que estimula a produção da dopamina, da serotonina e outras substâncias que acabam por nos deixar enlouquecidos. O mais legal é que esse neurotransmissor é ativado por, dizem alguns, feromônios. Alguns pesquisadores afirmam que exalamos continuamente, pelos bilhões de poros na pele e até mesmo pelo hálito, esses produtos químicos voláteis que estão presentes em espécies tão diversas como borboletas, formigas, lobos, elefantes e pequenos símios.

Então, a minha segunda pergunta é respondida pela resposta da primeira. O que acontece na verdade é toda uma comunicação não visível (e química) entre mim e o ser por quem eu me apaixono que vai muito além da psicanálise. Isso não é incrível? Estarei eu, enfim, livre da minha terapia de anos?

Não, não, não... porque apesar da minha segunda pergunta estar, em princípio, respondida, toda essa explicação me provoca algumas outras perguntas: por que então a paixão muitas vezes é unilateral? e qual seria o motivo dessa atração entre seres? A mera reprodução? Se sim, como explicar a paixão entre gays?

Pois é, minha gente, não liguem.... sempre que me apaixono e tenho que reprimir a paixão fico assim, inconformada com o fato de termos que transformar essa força interna tão poderosa em alguma outra coisa que eu nem sei o que é, nem como fazer para ela ir embora mais rapidamente.

Poderíamos, ao menos, materializá-la em coisas.... já pensaram? A paixão não correspondida ou que não deu certo poderia se transformar num passarinho, numa flor, ou num cachorro. E ao materializá-la você tiraria do peito toda aquela tristeza tão doída, sofrida. Seria bom, não seria? A minha paixão eu a transformaria numa borboleta azul bem grande! para voar alto , percorrendo distâncias e encantando a todos a sua volta.

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